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São cirurgias oftalmológicas mais simples e com rápida recuperação. Geralmente são realizadas com anestesia local e sem necessidade de internação. Compreendem os procedimentos de exérese (retirada) de pequenos tumores benignos da pálpebra e da conjuntiva, pterígio e calázio.

Assim como qualquer cirurgia, são necessários exames clínicos pré-operatórios e são realizadas somente quando as patologias citadas não respondem aos tratamentos clínicos.

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Indicações

  • Pterígio
  • Calázio
  • Xantelasmas
  • Cistos palpebrais e conjuntivais
  • Nevus (“pintas”)
  • Ceratose seborreica
  • Papilomas
  • Granulomas conjuntivais

Pterígio

É uma formação carnosa que avança sobre a córnea, geralmente do lado nasal. Trata-se de uma resposta do olho a um processo de irritação ocular crônica, em que a exposição à luz solar e ao vento têm um papel importante.

É conhecido popularmente como “carne crescida”, “vilídea” ou, às vezes, é erroneamente denominado de “catarata”. No entanto, pterígio e catarata são patologias distintas.

É mais frequente em regiões com muita incidência de luz solar, próximas da linha do equador, e em pessoas que trabalham expostas ao sol e poeira (pescadores, trabalhadores rurais e da construção civil etc), porém existe também um fator genético na formação do pterígio, ou seja, pessoas mais expostas ao sol não desenvolvem o pterígio, enquanto outras desenvolvem apesar de ficarem mais dentro de casa. Ocorre mais em homens a partir dos 25 anos.

Pode causar olho vermelho (hiperemia), lacrimejamento, fotofobia, sensação de cisco ou de areia e ardência ocular. Não leva à perda da visão, porém, sua presença pode prejudicá-la ao provocar alterações na córnea, com aparecimento de astigmatismos elevados, que muitas vezes não são corrigidos pelos óculos. Pode também ocluir o eixo visual ao cobrir a pupila (“menina dos olhos”).

Usar óculos de sol para proteção contra a radiação ultravioleta (UVA e UVB). Evitar que o vento atinja diretamente os olhos, causando ressecamento e irritação crônica. Usar colírio lubrificante é aconselhável. Esses cuidados podem diminuir o risco de progressão e os sintomas desconfortáveis do pterígio que já se desenvolveu. O tratamento cirúrgico está indicado nos casos em que o aspecto estético não é satisfatório e os sintomas são severos.

A cirurgia do pterígio é feita em centro cirúrgico, com anestesia local, dura em média 20 a 30 minutos, e a pessoa vai para casa no mesmo dia e com curativo no olho.

Existem várias técnicas para essa cirurgia e em todas elas, realiza-se a retirada total do pterígio. A técnica mais utilizada é a do transplante de conjuntiva, isto é, coloca-se uma parte de conjuntiva retirada de outro local do mesmo olho a fim de reduzir a chance do pterígio voltar. Para fixar o enxerto dá-se pontos ou usa-se uma cola biológica para grudar esse tecido (cirurgia sem pontos).

Nos primeiros dias, o olho fica vermelho e irritado (sensação de cisco) e com o uso dos colírios vai voltando ao normal em algumas semanas. Os pontos são retirados após 15 dias da cirurgia.

Existe o risco do pterígio reaparecer após a cirurgia, principalmente se não for feito o enxerto de conjuntiva e se o paciente não usar óculos com proteção UV e colírios lubrificantes.

Calázio, Hordéolo e Xantelasma

O calázio é um “cisto” na pálpebra causado pela inflamação das glândulas de Meibomius. O hordéolo é uma inflamação das glândulas Zeis e Moll, que aparece na borda da pálpebra perto dos cílios com dor, calor e avermelhamento, e geralmente drena e desaparece sozinho.

Os xantelasmas são depósitos de matéria gordurosa, benignos e de cor amarelada, que geralmente acomete o canto interno das pálpebras superiores e inferiores.

O calázio apresenta inchaço, dor na pálpebra, fotofobia e lacrimejamento. Mesmo quando deixa de ter sinais inflamatórios, pode permanecer na pálpebra como granuloma, que aumenta ou diminui de tamanho quando a secreção produzida pela glândula não consegue ser eliminada.

O hordéolo também pode ter dor, calor e avermelhamento do local, mas geralmente drena e desaparece sozinho. Pode ser confundido com o calázio.

Pode ser feito a princípio clinicamente com compressas mornas, higiene com xampu de pH neutro para retirar o excesso de oleosidade e desobstruir os canalículos das glândulas de Meibomius evitando a formação de calázios, porém, com a cronificação do quadro pode ser tratado com injeções de corticóide, com cirurgia ou com a associação destes.

Pacientes com calázios de repetição devem fazer tratamentos sistêmicos mais longos para melhorar a função de suas glândulas. Presença de acne rosácea aumenta o risco de calázios de repetição.

São depósitos de matéria gordurosa concentrados na região das pálpebras e podem estar associados à hipercolesterolemia ou distúrbios congênitos. Mas existem casos onde não há alteração dos lipídeos sanguíneos, sendo decorrentes apenas de alterações locais do metabolismo das gorduras.

Pode estar associados à hipercolesterolemia ou distúrbios congênitos. Mas podemos encontrar casos onde não há alteração dos lipídeos sanguíneos, sendo decorrentes apenas de alterações locais do metabolismo das gorduras.

Os macrófagos englobam a gordura que se deposita nos tecidos na tentativa de eliminá-la, mas não conseguem destruir a gordura, que se deposita na pele dando origem aos xantelasmas.

Pode ser tratado através de exérese cirúrgica ou cauterização química, laser ou radiofrequência, o que depende de fatores como tamanho da lesão, qualidade da pele, idade do paciente etc. Geralmente a cirurgia provém os resultados mais duradouros, porém também pode haver recidiva do xantelasma.

Exame para avaliação do colesterol sanguíneo deve ser solicitado em pacientes com xantelasma e, caso esteja elevado, deve ser tratado, ajudando a evitar o surgimento de novas lesões.

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